Inexplicável o poder que tu possui de me fazer ficar cada vez mais apaixonada por ti. A verdade é que eu amo tudo em ti, até mesmo os teus defeitos... O cabelo bagunçado de acordar pela manhã e não arrumar, o jeito preguiçoso e arrastado de andar... O sorriso e a cor dos teus olhos. Amo o jeito que tu nem nota que eu existo, ou pelo menos faz de conta. Amo o jeito que te pego me olhando às vezes, e as coisas que tu faz para me impressionar. Amo a maneira que tu pisca, que tu mexe a boca, que tu sorri e vira o rosto de vergonha. Amo quando tu passa por mim e levanta o rosto bem devagar, como se aquele instante fosse durar para sempre, e me dá oi, super baixo. Amo aquele olá e o sorrisinho lindo que deixa todas as covas à mostra, que a propósito, são as covinhas mais perfeitas que eu já vi... Amo o teu cheiro, o teu abraço, o teu calor. Amo o simples fato de poder te amar. Só o que não amo é ficar longe de ti, desse jeito...
"Isso é tudo o que eu sinto. E eu sinto muito, o tempo todo." (Luara Quaresma)
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sábado, 4 de setembro de 2010
Detalhes
Olhares. Às vezes dizem mais que mil palavras. Assim era com a gente, lembra? Tardes mudas, caladas, mesmo assim tão boas, belas e inesquecíveis. Tardes de carinhos, beijos, abraços, risos, suspiros; eu te amo's expressos pelo olhar... Fico imaginando se teria feito algo diferente, se tivesse a chance de reviver cada momento. Na verdade, acredito que só gostaria de ter curtido mais, aproveitado mais... porque esses momentos não voltarão! Você se foi a algum tempo e o que restou foram apenas lembranças, lembranças de um quase-amor. Um quase-amor de uma vida. O menino que eu gostei, que eu amei, me apaixonei, não é o mesmo que vejo agora. Sumiu, desapareceu. Desapareceu junto com todas as esperanças de uma volta. Cada vez que vejo coisas que me fazem lembrar de nós, é como se você levasse uma parte de mim. Me sinto incompleta, cada vez mais distante. Mais exausta por tentar, frustrada por não conseguir. Sinto muito se sou humana, tenho sentimentos, muitas vezes intensos, e se não sou forte o bastante quando se trata de amor, de amar e não ser amado... E o nosso filho, com o olho castanho, que você sempre dizia que tanto detestava só para me ver brava, ... loiro ou moreno, lembra que nós nunca chegamos a decidir a cor do cabelo? Belo jogador de futebol, e ótimo com o violão... Ah, uma imagem nítida em minha mente e principalmente no meu coração... Detalhes que para os outros não fazem o menor sentido; mas que para nós, sim... nós, você não está livre disso; são a resposta para todas as dúvidas e a fuga de toda a tristeza e desilusão.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Cotidiano
Incrível como passamos pelos mesmos lugares, dizemos olá ou até mesmo só expressamos um sorriso para as mesmas pessoas todos os dias, e nem percebemos isso. Detalhes que são tão importantes, mas, já estamos acostumados demais para notar. Fazemos coisas automaticamente, sem precisar ficar pensando muito nisso. O barulho do portão rangendo quando o abro logo pela manhã, o orvalho sobre a grama e o céu... ah, o céu... ele me dá a honra de presenciá-lo quando ainda está acordando, o sol surge aos poucos para me dar bom dia. Virando a esquina, acabo de sair da tranquilidade do lar, dando de cara com o mundo lá fora. Esse não me parece ser tão ruim assim, existem muitas coisas boas, só precisamos saber para onde olhar. A natureza sempre presente, o sol caminha junto comigo. E o vento está a meu favor. Sons de carros, buzinas, máquinas, músicas, conversas, risadas, bocejos, lamentos, vassouras em áreas sujas, em lugares molhados pela chuva da noite anterior. Gente por toda parte; caminhando, estendendo roupa, dirigindo o carro, tomando chimarrão, cuidando do jardim, pedindo informação, indo tomar café na padaria. Calçadas rachadas, que me obrigam a cuidar para não pisar em seus desníveis. Casas, prédios, igrejas, comércios e escolas, que, com suas arquiteturas, contam sobre a história e a cultura das diferentes etnias que vivem aqui. Extraordinário como o simples ato de sair e caminhar até a escola pode nos proporcionar tais visões. O dia-a-dia pode ser fantástico se você souber apreciar bem os mínimos detalhes. Quando volto para casa percebo como é bom viver aqui. Estar no meio do nada, ou talvez até de um tudo, é assim que me sinto em relação a essa cidade. Depois de um deslumbrante dia, o sol finalmente se vai. Despedindo-se em sua explosão mágica de cores, me desejando boa noite, dando lugar a lua e me dizendo adeus.
(Texto produzido em aula)
(Texto produzido em aula)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Agostina Segatori
Bela garçonete do Café du Tambourim, trabalhava a muitos anos lá. Corpo violão, olhos negros e uma vasta cabeleira cor da paixão. A boca vermelha e carnuda fazendo-a parecer com uma boneca, despertava nos homens o fogo mais intenso, algo que por muito tempo havia sido esquecido, deixado para trás.
Apesar da idade, sua pele parecia ser feita do mais suave cobertor e sua voz, ah... aquela voz... aos ouvidos de uma criança era uma canção de ninar, para as amigas era o doce som da tranquilidade. E para os homens, seus homens, era a fantasia, o paraíso, a sedução... Capaz de provocar arrepios e suspiros até naqueles que se diziam os mais sérios e respeitáveis.
Ela era com certeza o mais doce mel que já provei.
Lembro-me muito bem daquela noite. Também, como poderia dar-me ao luxo de não lembrar?
Calçava um par de botas surrado, imundo. Rasgado em alguns lugares. Cadarço velho e encardido, cheio de nós e um pouco desfiado. Maquiagem já borrada com o choro, olhar cansado e uma capa de chuva que cobria todo o seu lindo e bem desenhado corpo.
A única coisa que a estragava era seu vício por cigarros.
Aproximou-se.
O bastante para conseguir sentir seu perfumo inebriante. Não conseguia compreender o que uma mulher como aquela estava fazendo aqui, àquela hora, deveria estar entretendo algum cliente. Mas aqui, em minha igreja?
A igreja era antiga, com lustres e candelabros na cor ouro, já enferrujados. Os bancos de madeira tomados por cupins foram arrecadados com doações e os vitrais estavam quebrados; aquelas crianças... ah se algum dia, eu botar minhas mãos nelas, eu sou capaz até de...
No chão, um tapete vermelho cobrindo o piso branco, da porta até Cristo que estava na cruz.
Por este tapete vermelho, que agora deito desesperado, foi que Agostina Segatori veio até mim.
E, sussurrando em meu ouvido, disse:
- Esta noite, padre, serei sua. Preciso me ver livre de todos os meus pecados, faria qualquer coisa para conseguir a absolvição...
Sem conseguir dizer nada, entreguei-me. Como uma criança entrega-se ao desconhecido.
Mal sabia o quanto me sentiria sufocado, preferindo a morte a viver sem Agostina Segatori.
(Texto produzido em aula)
(Texto produzido em aula)
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Aprendendo a Recomeçar...
Sempre acreditei em segundas chances, e hoje acredito realmente que uma segunda chance pode mudar a vida de alguém. Errar não significa que você é uma pessoa má, mas sim que você é humano. Todos nós vamos cometer erros, sempre! Cabe a cada um de nós saber reconhecê-los e tentar mudá-los... não é fácil, eu sei. Mas, em nenhum momento eu disse que seria. Sei muito bem o quão difícil pode ser se reerguer depois de uma derrota; mas pode ter certeza que quando levantar, levantará com muito mais forças pra continuar a viver. Renovar valores é sempre bom. Ótimo é conseguir transformar todos os erros em aprendizado. Recomeçar, encontrar a luz e renascer. Buscar a felicidade... é disso que se trata a vida. Buscar um motivo para fazer o seu sol brilhar todos os dias, cada dia mais. Buscar a sinceridade e o amor nos olhos de alguém. Mas antes de buscar isso em alguém, busque dentro de você. É assim que tudo começa.
sábado, 3 de abril de 2010
Entre Príncipes e Bruxas...
Mais uma história sem final. Prefiro pensar assim a querer realmente entender o fim pois é triste demais. Imagina, você lutar por alguém e depois perceber que foi burrice, que não valia a pena. E então, precisa retomar tudo, embaralhar todas as cartas de novo e distribuí-las. Depois disso, cabe a cada um saber qual delas descartar, não de acordo com as regras, mas sim se acordo com as vontades e necessidades. Na sua vida, você encontrará príncipes, bruxas, e por incrível que pareça até algumas fadas que irão te ajudar, te aconselhar... serão como anjos! Encontrará também os camponeses, os lobos-maus, os caçadores, lenhadores, anões e também um espelho mágico. Entretanto, de todos, os mais perigosos são os príncipes e as bruxas; pois estes roubam teu coração e te deixam triste. E elas... bem, elas destrõem a tua vida; te dão uma maçã envenenada, te prendem em uma masmorra ou simplesmente te põem um feitiço. E o pior é que estes você não pode descartar, pois sem eles não tem história. Não tem mocinha em perigo e também apaixonada. Cabe a você saber jogar, saber que de falsos príncipes e bruxas boazinhas, o mundo está cheio. Não se iludir tão fácil ajuda muito... não confiar demais, também... E mais, saber que mesmo as fadas podem vir a te magoar, podem e vão! Aprender a compreender que não existem pessoas TOTALMENTE BOAZINHAS! Só assim, você poderá viver um história real, com final feliz.
sábado, 13 de março de 2010
Chapeuzinho Vermelho
Era tão nova. Cheia de sonhos. Um mundo a ser conquistado. Mas, ela foi crescendo e descobriu então que vinha de uma família que todos tinham como exemplo a ser seguido; ela sempre sorria, mas nem por isso significava que era totalmente feliz. Carregava um fardo enorme, que ninguém imaginava. Se fizesse algo errado iria estragar a 'imagem' da família, e iria deixar seus pais muito magoados.. E ela amava seus pais. Não queria feri-los de maneira alguma. Certo dia, seu pai lhe disse que estranhava ela ainda não estar de namorinho por aí, pois na sua idade era normal garotas e garotos pensarem nisso! Ela foi crescendo, os meses foram passando e ela encontrou alguém que a fez feliz, mas não durou muito tempo. Sentindo que não era mais a mesma garotinha, resolveu tirar o capuz vermelho; então decidiu curtir a vida! Ingênua. Não sabia que seria um alvo fácil, muitos sentimentos, todos expostos. Muitas pessoas dispostas a magoá-la. Depois de muito tempo, quando percebeu que já sofrera demais, e não merecia nada daquilo; voltou para casa. Decidiu então tirar o velho capuz vermelho do baú, colocá-lo novamente. Resolveu sair e se divertir enquanto o seu lobo mau não vem...
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Publicar um texto é um jeito educado de dizer “me empresta seu peito porque a dor não tá cabendo só no meu”. (Tati Bernardi)


